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Pneus slicks

Uso tem pontos positivos e negativos.

Black Diamond

Preparação leve deixa o Focus 1.6 ágil e confiável para enfrentar trackday's, hot lap's e corridas de regularidade.

Superando Limites

Conheça a história de quem continuou curtindo velocidade apesar das dificuldades de ser um cadeirante.

Track day com carteirinha

Novas regras da CBA começam a valer em alguns Estados.

Parnelli Jones

Culhões do piloto americano que enfrentou o as 500 milhas de Indianápolis contra Jim Clark.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Calendário RTD - Track Day's, Hillclimb's, Hot Lap's e Pro-solos

Confira as datas mês a mês dos eventos que acontecem pelo Brasil. Clique sobre a marcação de cada um para saber mais detalhes como contato, valor e inscrições. Se você é um organizador e quer os eventos incluídos no calendário, entre em contato através do e-mail contato@revistatrackday.com.br. Se você quer acessar a agenda de onde estiver, insira seu e-mail em nosso mailing no link a seguir http://goo.gl/forms/1KtzWkAvc9
Se não conseguir visualizar a agenda nesta postagem, clique aqui e uma nova janela será aberta com a agenda dos eventos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Final do Brasileiro de Rally de Velocidade teve trecho na Serra da Graciosa em Morretes

foto: Marcus Cicarello
 Redação da Confederação Brasileira de Automobilismo

O Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade terminou da melhor forma com a disputa do Rally de Morretes, realizado no pé da Serra da Graciosa, tradicional reduto de ralizeiros de décadas passadas. A prova, válida também pelo torneio estadual, foi realizada no último final de semana, sendo o único rali do País realizado no asfalto.


Foram 133 quilômetros de trechos cronometrados e várias novidades que aumentaram ainda mais o fluxo de turistas que normalmente descem a Serra da Graciosa nos finais de semana. "Agradeço a todos os companheiros que acreditaram na realização dessa prova", disse Walter Lamarca Júnior, promotor do Rally de Morretes.


Além de algumas etapas noturnas, o rali paranaense lançou no país o "Street Stage", um trecho que passa no centro da cidade para que o público possa conhecer os carros de competição de perto.



Outro ponto de destaque foi a passagem pela especial Graciosa, que desde 1999, não fazia parte de uma prova de rali por interdição do trecho pelo organismo ambiental paranaense. "Há 17 anos não tínhamos rali na Serra da Graciosa. Fomos atrás de um sonho, e juntos conseguimos subir", seguiu Lamarca.

foto: Marcus Cicarello
A antiga especial Dom Pedro, agora toda asfaltada, também fez parte do percurso da prova, proporcionando um espetáculo para o público presente em todo o percurso. "Por onde passávamos, víamos pessoas torcendo, chácaras com público concentrado e bares preparados para assistir o rali", completa Lamarca.

O sábado (5) correu com um clima estável e com sol, o que colaborou muito para quem estava assistindo a prova. Já no domingo a chuva não deu trégua aos competidores e, mesmo assim, os locais de acesso aos torcedores permaneceram lotados pelo público, que se abrigou em guarda-chuvas e barracas.


"O Rally de Morretes encerrou o Campeonato Brasileiro de Velocidade da melhor maneira possível. O evento foi um show de organização e concluir com a especial da Graciosa foi muito emocionante sabendo o quanto fez parte dos tempos áureos do rali a Serra da Graciosa", disse Leonardo Zettel que ao lado do irmão, Fred Zettel, venceu a prova na categoria RC5.


Com este resultado, os irmãos Zettel conquistam também o título da categoria RC5 no Campeonato Paranaense de Rally e confirmam o vice-campeonato no Brasileiro, com a dupla Toninho Genoin e Maicon Souza saindo campeã. Na categoria RC4, Rafael Tulio/Gilvan Jablonski já haviam garantido o título nos dois campeonatos por antecipação, enquanto na categoria RC2, Maurício Neves e Leandro Ferrarini já tinham o título no Paranaense e, com a vitória nessa etapa, conquistaram também o Brasileiro.

foto: Marcus Cicarello
















Realização do Rally de Morretes, o RPMC - Rallye & Pista Motor  
www.rallybr.com.br.


Confira o resultado final do Rally de Morretes:

Categoria RC2
1. Mauricio Neves / Leandro Ferrarini - Peugeot XRC - 1:09:17,5
2. Roberto Reijers / Fausto Dallape - Peugeot 208 Maxxi - 1:31:51,1
3. Ricardo Malucelli / Vinicius Anzilieiro - Lancer EVO X - NC

Categoria RC4
1.Rafael Tulio / Cesar Valandro - Peugeot 207 - 1:15:59,0
2.Tiago Larrossa / Leonardo Telles - Peugeot 206 - 1:22:47,9
3.Alessandro Costa / Gerson Lange - Peugeot 206 - 1:24:16,4

Categoria RC5 
1.Leonardo Zettel / Frederico Zettel - VW Gol - 1:18:31,1
2.Edu Paula / Bruno Scarpelli - Peugeot 207 - 1:19:08,7
3.Caca Clauset / Flavio de Almeida - Peugeot 206 - 1:26:18,8

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

1º Track Day Cup SP chega ao fim após 10 etapas

O ano de 2015 foi histórico para os eventos amadores de automobilismo, foram duas subidas de montanha, dezenas de track day's espalhados pelo brasil, além de hot laps em Brasilia, São Paulo e Santa Catarina.


No Estado de São Paulo foi organizado pela equipe Crazy For Auto o primeio Track Day Cup, competição organizada com 10 etapas em autódromos paulistas como Interlagos, ECPA e Velocittà.



O primeiro lugar na categoria tração dianteira ficou com Tiago Regis do VW Gol Turbo com 73 pontos. Na categoria tração traseira quem levou a melhor foi Marcos Philippi Alves com o Ford Maverick e 69 pontos. Carlos de Abreu com o Mitsubishi Lancer EVO X ficou com a taça na categoria AWD com 55 pontos.



Segundo José Santiago, organizador do Track Day Cup, a categoria AWD será dividida em duas partes no próximo ano. "Para 2016 teremos muitas novidades, dentre elas, teremos 4 categorias; a tração dianteira, tração traseira e tração integral 1 (motores acima 2.5) e tração integral 2 (motores de até 2.5)."

Confira a tabela completa com a pontuação dos corredores neste link

A primeira etapa de 2016 está marcada para 24 de janeiro de 2016. Mais informações em www.crazyforauto.com



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Black Diamond da Diversão



Conhecido por frequentar os Hot Laps em Limeira, Milton Rubinho corre com seu Focus Zetec 1.6 com alguns toques a mais na mecânica e suspensão.

Trabalhando com engenharia de motores, chegou a participar como mecânico na Classic Cup e Rally Cross Country antes de iniciar a caminhada na pista atrás do volante.

As primeiras vítimas foram: Corsa Wagon 1.6 e um Celta 1.0 nas provas de regularidade no Autódromo de Interlagos.

Como da para perceber, corre na veia o sangue gearheader que se diverte com o que estiver na mão, sendo 60 ou 200 cavalos, wagon, hatch, etc. O importante é o "pé-no-porão".



Em 2012 depois de uma pesquisa, trocou o Celta no atual Focus GL 2008, optando pelo (faz tudo) motor 1.6. Uma boa opção para o dia-a-dia e com um grande leque de preparações leves a serem adotadas. "A maioria do pessoal em track day's optava pelos motores 2.0, Duratec ou Zetec, aspirados ou turbinados, resolvi ser diferente", comenta.

A compra foi fechada em uma segunda-feira e no sábado da mesma semana foi a estreia do Focus na pista.

A manutenção basica foi feita com troca de filtros (óleo e combustível), troca de óleo, pneus e rodas. Os pneus Michelin XM2 195/60 R15 calçaram as rodas Scorro S-182 e ajudaram a grudar o Focus no asfalto.



Claro que nem tudo é perfeito, principalmente pensando em performance no caso do Focus GL 1.6 que foi concebido com uma proposta totalmente urbana apesar do grande potencial do carro com suspensão traseira multilink e dianteira McPherson possui freios a disco ventilado com 258 mm de diâmetro e sistema de tambor atras, apenas regulares para o peso do carro na ordem de 1.190 kg.




No caso dos freios, Milton conta que algumas receitas foram testadas: “Freios que, sendo o único grande ponto fraco do carro, passaram por diversas receitas, envolvendo fluidos, discos e pastilhas de diferentes procedências e tipos. E o carro se tornou uma verdadeira mula de teste, até chegar na receita atual, que suporta muito bem uma hora ininterrupta de pista sem fading e sem riscos. Afinal, não foi nada agradável chegar no fim da reta dos boxes, e sentir o pedal quase no assoalho...”



Hoje o carro possui fluido de freio Pentosin Racing, pastilhas de freio EBC Greenstuff e o super mega power sistema de refrigeração com dutos feitos com mangueira de máquina de lavar e encaixes usados em equipamentos de som (criatividade faz parte de todo gearheader).

A potência, para um motor 1.6 era muito boa, o Zetec gera 105 cv com gasolina e 113 cv usando alcool no tanque, ambos à 5.500rpm. Torque de 16mkgf (A) e 15,1 mkgf (G) a 4.250 rpm mas novamente esbarrava no peso do carro de quase 1.2 ton.

Após algumas experiências, na terceira prova, Milton conseguiu um 2º lugar no campeonato paulistano de regularidade em Interlagos em 2013. No mesmo ano foi a vez da estreia no Hot Lap Limeira. A brincadeira começou a ficar séria com o vice-campeonato daquele campeonato de regularidade que veio com mais um 2º lugar em dezembro de 2013.





Os aprimoramentos mecânicos começaram a chegar ao Focus em 2014: Molas Eibach Pro-Kit, amortecedores do Focus SVT, barra estabilizadora traseira e buchas de poliuterano na suspensão, escape dimensionado eliminando uma curva original e o catalizador, coletor tubular em aço 4x2x1 feito na Oriente Escapes, filtro de ar com CAI para captação do ar frio. As mudanças renderam 10 cv a mais chegando a 123 cv à 5.500rpm e 1.5mkgf de torque, totalizando 17.5 mkgf um fôlego a mais para lidar com o peso do Focus.





Perfumaria também faz parte da vida de um carro de pista: rodas aro 16 do Fiesta mexicano e volante MOMO estão na lista. Também foram instalados tow straps na dianteira e traseira para facilitar o reboque.








2014 também foi o ano da primeira vitória no Torneio Interlagos de Regularidade usando o número #71 que não foi mais abandonado. Com mais dois podiuns, Milton e o Focus foram campeões do Torneio Interlagos de Regularidade na categoria Modernos Individual. E em 2015, finalmente um banco concha para segurar o corpo nas curvas “E isso, num daily driver, pois o Focus é utilizado em viagens, no trânsito, para ir ao trabalho, balada, levar a mãe na feira...”

O próximo passo é mais potência, vamos aguardar e ver onde a dupla vai chegar.






Momento Maguila: agradecer a Deus, aos meus pais, aos vários amigos que estão juntos na caminhada e sempre estão dando apoio, Cupimzar, Focusnation, Jan Balder, Hot Lap Limeira e Automobilismo Muleke. Abraços!




Ficha técnica:

Carro: Ford Focus GL 1.6 2008/2008
Nome: Black Diamond (homenagem ao Kiss)
Motor: 1.6 Zetec Rocam Flex com escapamento dimensionado, usando coletor tubular em aço 4x2x1 com manta térmica, cat delete, abafador intermediário trocado por um esportivo e abafador traseiro original, e filtro esportivo com CAI.
Transmissão: original
Suspensão: Molas Eibach Pro-Kit, com amortecedores do Ford Focus SVT , e kit de buchas de barra estabilizadora traseira Energy.
Freios: Disco dianteiro e Tambor traseiro,com pastilhas EBC Greenstuff na frente, fluido de freio Pentosin Racing, flexíveis Aeroquip e dutos de refrigeração.
Pneus e rodas:
Rua: Pneus Yokohama C Drive2 195/55R16 com rodas de liga-leve do Fiesta mexicano.
Pista: Dianteiros Pirelli Slick 205/50R15, Traseiros Pirelli P7 195/50R16, em rodas de aço.
Exterior: Aerofólio traseiro.
Interior: volante MOMO Champion, manopla e pedaleira Sparco, banco concha AMB.
Potência: 123 cv@ 5500 rpm.
Torque:17.5 mkgf @ 4250 rpm.
Velocidade Final: 187 km/h
0-100 kmh: 11.7s

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Parnelli Jones. O cara que peitou Jim Clark nas 500 milhas de Indianápolis

Rufus Parnell "Parnelli" Jones. Nascido em 12 de agosto de 1933, Parnelli Jones dirigiu mais tipos de carros de corrida do que um manobrista dirige modelos de carros na porta de uma balada.

Em 1963, as 500 milhas de Indianápolis tinham dois favoritos a vencer. Curiosamente eles estavam juntos, era a montadora Lotus e o piloto Jim Clark. Na época, era comum pilotos correrem em outras categorias e Clark era piloto na Formula 1 em 1963 pela Lotus, ano em que foram campeões, vencendo 7 entre 10 corridas.





Parnelli largou na pole e se manteve firme durante a corrida toda, perdendo algumas posições apenas na parada de boxes. Logo após a 120ª volta, Eddie Johnson rodou provavelmente devido a óleo na pista e se chocou contra a parede interior. Com bandeira amarela na volta 125, Parnelli Jones fez sua segunda parada.

Com 50 voltas para o final, Parnelli Jones estava com 43 segundos de vantagem sobre o segundo lugar Jim Clark, e AJ Foyt em terceiro. Todos os outros carros estavam com mais de 1 volta atras.

Na volta 160, devido a outro acidente, Jones aproveitou a amarela mais uma vez, e foi aos boxes. A troca de pneus foi em 20 segundos, voltando à liderança com apenas 10 segundos de vantagem para Clark. A equipe Lotus de Jim Clark e Dan Gurney agora estavam correndo 2º e 4º sem troca de pneus.

Quando foi dada a bandeira verde, Jim Clark começou aos poucos a diminuir a distância de Parnelli Jones. Com 25 voltas para o final, a distância entre os dois caiu para 5 ou 6 segundos. Enquanto isso, Dan Gurney foi forçado para os boxes com um pneu traseiro direito desgastado.

Com cerca de 20 voltas para o final, os comissários de prova começaram a se preocupar com o aumento de fumaça saindo do carro do líder. Parnelli Jones tinha sido visivelmente um vazamento de óleo na parte de trás do carro. A fumaça aparecia sobretudo nas curvas, fazendo uma mancha na pista. O comissário chefe Harlan Fengler começou a cogitar a bandeira preta para Jones o que acabaria com as chances de vitória.

JC Agajanian, o proprietário da equipe de Jones, imediatamente foi ao encontro de Harlan Fengler e Henry Banks em uma discussão tensa na linha de chegada. Colin Chapman também se envolveu na discussão, afinal se Jones fosse eliminado, a vitória cairia no colo de Jim Clark. Agajanian argumentou que o vazamento era menor do que de outros carros que estavam na pista.

Enquanto a discução comia solta, a luz verde foi dada na volta 193 e Jones abriu rapidamente 21 segundos de vantagem. Clark chegou a reduzir a diferença significativamente mas não foi o suficiente para alcançar Parnelli. Na última volta, Roger McCluskey rodou e Jones passado o incidente, cruzou a a linha de chegada com Jim Clark em segundo e AJ Foyt em terceiro.

Um dia após a corrida, Eddie Sachs e Parnelli Jones discutiram sobre o vazamento de óleo do carro de Jones, trocando alguns socos. Stewart Harlan Fengler explicou a sua decisão de não dar bandeira preta Jones dizendo que o vazamento havia diminuído no fim da prova.

A equipe Lotus, ficou descontente com o favoritismo dado aos participantes norte-americanos, em última análise, se recusou a protestar. Eles reconheceram clara superioridade de Jones no evento. Além disso, funcionários da Ford reconheceram que uma vitória por desclassificação do maior concorrente de Clark não seria bem recebido pelo público.



Confira alguns trechos de uma entrevista com Parnelli Jones feita pelos caras da Car And Driver americana:

Por JOHN Pearley HUFFMAN

C / D: Uma das suas corridas mais memoráveis foi em Riverside no campeonato de carros de turismo americano Trans-Am, em 1970. Você pulava as curvas porque seu Mustang não conseguia contorna-las.
PJ: Essa foi a última corrida do ano. Alguém bateu no lado e eu fui para baixo atrás da curva nove e voltei. O carro estava vibrando e não estava fazendo curvas muito bem. Então, eu estava acertando as zebras para fazê-lo virar, e quando, finalmente consegui, voltei para vencer a corrida. Foi muito emocionante. Eu tive que dar tudo o que tinha, e tudo o que não tinha. Foi uma das minhas melhores corridas.

C / D: Ser proprietário de uma equipe de corrida foi tão gratificante como ser piloto?
PJ: Bem, na verdade não. No entanto, foi um pouco mais seguro.

C / D: Com o seu sucesso na Indy Cars, por que você não quis pilotar na Fórmula 1?
PJ: Bem, me foi oferecido pilotar na Fórmula 1 com Colin Chapman na Lotus quando ganhei em Milwaukee e em Trenton. Mas eu senti que seria para ser o segundo piloto com Jimmy Clark na mesma equipe. A ideia de ser segundo piloto não me agrada, eu não era o número dois de ninguém.

C / D: Havia alguém melhor do que você?
PJ: AJ [Foyt] era um grande piloto com vontade de vencer. Eu acho que eu tinha a mesma coisa. Você pode ensinar alguém a dirigir, mas você não pode ensinar a vontade e desejo de chutar tudo e partir para cima.

C / D: Existe um carro de corrida você realmente gostou?
PJ: Eu tenho que amar meu velho [1963 Indy 500] roadster. Eu sei que já são 50 anos desde que eu ganhei, mas quando cheguei para dirigi-lo em 2012 e 2013, foi como colocar uma luva velha. E eu acho que é um dos roadsters mais bonitos de todos os tempos.

C / D: Quanto crescendo na Califórnia importa para o seu tornar-se um piloto?
PJ: Uma das coisas é que temos tempo bom todo o ano e tínhamos um monte de empresas de corrida aqui.

C / D: Como você entrou nas corridas?
PJ: Eu andava a cavalo quando eu era mais jovem. Quando fiz 16 anos, eu vendi o meu cavalo e comprei um hot rod. Eu trabalhava depois da escola na garagem como mecânico para mantê-lo funcionando. Vendo isso, meu primo levou um velho Ford da esposa para arrumar e eu usava para cima e para baixo o carro. Foi assim que começou a coisa toda.

C / D: Há algo que você teria feito diferente?
PJ: Eu teria gostado de correr de Fórmula 1 sob as circunstâncias corretas. Essa é a única coisa que eu não fiz. Eu sou o tipo de cara que gosta de ver o que está do outro lado da colina.

C / D: Existe ainda outra colina para você?
PJ: Bem, eu nunca aposentei e eu nunca disse, "eu parei."


 



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Slicks novos ou usados para track day?

Foto: reprodução: wikipedia
Com o fim das competições que utilizavam rodas e pneus de medidas comuns aos de rua, conseguir um jogo de slicks usados ou novos virou tarefa para poucos afortunados, porém existe luz no fim do túnel.
Foto: divulgação © BMW GROUP
Foto: divulgação Fiat
 
O mercado nacional de pneus de competição, tanto slick como semi-slick esteve nos últimos anos limitado basicamente às marcas: Yokohama, Dunlop e Pirelli. Os pneus slick chegavam a ganhar 3 segundos ou mais dependendo do traçado, sendo utilizados nos carros de turismo nacionais mas foram aos poucos sendo suprimidos ao uso de pneus radiais. Após a aposentadoria de categorias como Copa Clio que utilizava pneus Pirelli PZero Slick aro 15, Mini Challenge que fez uso dos pneus Dunlop aro 17 e a Copa Linea que usou pneus Slick Pirelli aro 16 e depois aro 18, os fornecedores aos poucos deixaram de adquirir esses pneus por falta de demanda.
 
Desde os primórdios dos track days, os pilotos usam pneus slick de segunda mão para dar algumas voltas no autódromo. A prática, muitas vezes considerada arriscada devido ao estado de conservação de pneus era comum devido ao tempo ganho nas pistas e também devido ao custo. Um jogo de pneus slick usados da Copa Clio era vendido a R$ 250,00 em 2009 e muitas vezes com apenas uma corrida de uso. Considerando que um único pneu radial 195/50 R15 tinha seu preço inicial em R$ 280,00 novo e que ele simplesmente "esfarelava" com o uso no autódromo devido à cambagem de rua aplicada aos carros e o peso dos carros originais, sem alívio de peso, a aquisição dos pneus slick usados era um investimento quase obrigatório.

Slick Pirelli Pzero usado
Slick Pirelli Pzero usado



Com o fim da Copa Clio em 2009 onde os pneus usados eram adquiridos por um valor simbólico, já que esses não poderiam mais ser utilizados pelos carros de corrida, hoje, com 6 anos de uso, são vendidos como raridade a preços que chegam a R$ 800,00 o jogo. O mesmo acontece com os pneus da Mini Challenge e Copa Fiat/Linea que encerraram as atividades em 2012.

Problema
O que antes era considerado comum e tranquilo, hoje se tornou dispendioso e em certos casos perigoso. Um pneu de rua tem sua validade próxima de 5 anos em seu melhor estado de conservação. O mesmo não acontece com os pneus slick que devido ao composto, armazenagem e uso, podem deteriorar em bem menos tempo. Os slicks usados hoje, muitas vezes estão próximos da area limite de uso, com desgaste da banda irregular e borracha ressecada. Não adianta querer riscar pneu slick usado (digdim).

Os relatos de Makoto Tanoue e Luciano Falconi que experimentaram pneus slick com mais de 3 anos de uso são de que mesmo quentes eles não tem aderência suficiente. Falconi faz Track Day's com um Fiesta MK3 com motor Ford Duratec, relata que os pneus mesmo quentes escorregavam na pista o que foi corrigido utilizando pneus novos Toyo R888 e seu melhor tempo no Autódromo de Interlagos foi de 02:04.309. Makoto corre com um Ford Ka e chegou a baixar 2 segundos de seu tempo no último track day com upgrade de suspensão utilizando coilovers porém usando radiais no lugar dos slicks antigos.



Solução
A aquisição de pneus slick novos é dispendiosa mas recompensadora. A Caçula de Pneus tem a venda Pirelli PZero 265/64.5 aro 18 a R$ 1.196.96 (conferido em jan/2015), na Corsa Racing a unidade de pneus slick Pirelli Pzero medida 185/56.5 aro 15, tem o preço de R$ 824,48 (conferido em jan/2015). já a Tireshop vende o Yokohama A005 180/50 aro 13 a R$ 1.022,00 (conferido em jan/2015). Os pneus semi-slick Toyo R888 medida 195/50 R15 são vendidos novos na faixa de R$ 700,00 na Garage Store (conferido em jan/2015) e Yokohama A048 medida 195/50 R15 são vendidos a R$ 791,00 na Tireshop (conferido em jan. 2015). São pneus com composto mole e hoje são amplamente usados em track days devido a falta de pneus 100% slick no mercado.

Focus de João Pensa usando os pneus radiais de alta performance Yokohama Advan Neova


O uso dos pneus radiais de alta performance tem sido também muito aplicada como é o caso do Yokohama Advan Neova que tem preço sugerido de R$ 640,00 na medida 195/50 R15 na Pneu Center (conferido em jan./2015) porém o uso é condicionado ao asfalto abrasivo que exige acerto adequado da suspensão para que a vida útil do pneu não acabe prematuramente. Na falta deles, quem salva são os pneus radiais de rua mas que possuem aderência e resistência baixos em um carro de rua devido ao peso, acerto de suspensão, temperatura e asfalto da pista.

Hermanos
No sul do país os pneus slick argentinos da marca NaCarrera entraram no mercado nacional através de Jhonny Bonilla. Na Argentina, são usados em cerca de 30 tipos de competição sendo o seu principal utilizador as famosas carreteras (TC 4000 e Turismo Carretera).
Foto: divulgação
Pneu NaCarrera (divulgação)

No Brasil alguns testes foram feitos em um protótipo de regularidade e também nos carros do campeonato paranaense de marcas e pilotos
alcançando bons resultados.
 
Pneu NaCarrera após o teste com o protótipo de regularidade em Tarumã/RS (divulgação)

 Na Formula RS, os pneus foram testados em 2014 pelas equipes Novosul Power e MC Tubarão. Os pneus foram reforçados nas laterais para se adequar da melhor forma e adotados pelo regulamento técnico nas medidas 21x8x13 para as rodas traseiras e 19,5x7x13 para as rodas dianteiras . Os tempos em Tarumã nos testes foram na casa de 1:06 e em corrida chegando a 1:08.


Nas 12 horas de Tarumã foram usados em um Chevette da equipe Garavello com os pilotos João Garavello, Maurício Goulart e Henrique Goulart deram 437 voltas e utilizaram 6 pneus (dois pneus do lado direito trocados após 250 voltas) com bom resultado em sua categoria chegando na 3ª posição e em 15º na geral.
Ainda sobre as 12 horas de Tarumã, o piloto Ramon Matias correu com um dos carros que era utilizado na Marerati Trofeo e agora corre no campeonato de endurance gaúcho. Confira o relato dele sobre a experiência com os slicks argentinos a seguir:

Foto: arquivo pessoal
 Sou piloto profissional e tenho uma escola de pilotagem homologada pela CBA. Em 2009 fiz testes de pneu pra Pirelli no Viper Gt3 onde tínhamos grandes problemas com a segurança dos compostos (os pneus explodiam na reta mesmo com poucas voltas de uso). Sendo assim Posso dar meu depoimento sobre os pneus NA com propriedade.

Corri com uma Maserati nas 12 horas de Tarumã utilizando os pneus NA. Anteriormente utilizávamos os Pirelli Nacionais, porém não estava atendendo aos nossos requisitos para disputar a corrida de forma competitiva e segura, então decidimos testar o NA. Com o NA percebemos uma melhora na performance, porém o ponto mais significativo (este foi o que fez com que optássemos pelo NA) foi a durabilidade. Utilizamos apenas 3 jogos de pneu para a corrida inteira, isto é, andamos 4 horas com cada jogo! Outro fator que chamou minha atenção foi no rendimento do pneu desgastado, onde o problema era saber qual hora de trocar o set, pois ele não perdia rendimento com o desgaste, consequentemente os tempos de volta permaneciam os mesmos durante todo o stint. Por final, corremos a prova toda, chegando na segunda colocação e sem sequer 1 furo de pneu! Aprovamos o NA num carro de 1400kg com motor V8 de 430cv!

Após isso passei a utilizar os pneus NA na escola de pilotagem por questão de segurança, pois o composto no aro 13 é mais macio e proporciona maior segurança aos alunos. Além do tempo de volta ter baixado (comigo andando e a média das turmas) com o NA não tive acidentes, o que vinha acontecendo. Coincidência? Não sei, mas se for até pra supersticioso o pneu é bom! (Rsrsrs)

Por fim acompanho as corridas dos campeonatos gaúchos e percebo que quem utiliza esse pneu sempre elogia seu custo benefício. Na fórmula RS (corri 2 anos e fui campeão nos dois) os tempos de volta baixaram na média de 2s em cada pista. Sei também que na Classic o pessoal utiliza também e estão gostando bastante.


Em São Paulo quem fez um teste com os pneus argentinos em track day foi Mark Kuhn da Oficina MK com seu Peugeot 106 montado com motor de Hayabusa.






Os slicks argentinos podem ser adquiridos diretamente com o representante através do site www.nacarrera.com.br
8xR13 (190/56mm) R$ 712,50
10xR13 (245/56mm) R$ 712,50
8xR15 (200/59mm) R$ 837,00
8xR17 (225/63mm) R$ 960,00
8xR18 R$ 960,00
10xR18 (245/66.5mm) R$ 1.150,00
(valores conferidos em janeiro de 2015)




Há quem faça milagres com pneus radiais de rua como foi o caso de Fernando Fontes da Racer Preparações que de Uno com preparação para a Classicos de Competição e pneus radiais Ceat Spider 175/70 R13 de R$ 165,70 (Extra.com.br conferido em janeiro de 2015) cravou o melhor tempo com 2:02,592 no Track Day Crazy For Auto no Autódromo de Interlagos. No vídeo a embreagem não aguentou e ele virou na casa de 2:03.9. Confira. 
Publicação by Fernando Kfouri.

Opções no mercado é o que não faltam para um bom desempenho na pista. Sendo com pneus de competição slick, semi-slick, radiais ou mesmo pneus de competição semi-novos. A questão nesse caso vai depender da experiência do piloto com seu carro na pista e de um bom custo/benefício que dificilmente será encontrado em um jogo de pneus slick com 6 anos de uso.

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